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Região Sul

Florianópolis, SC

11 de maio de 2018

Auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina-ALESC, no Palácio Barriga Verde – R. Dr. Jorge Luz Fontes, 310
Centro, Florianópolis – SC

Estrutura do documento e implementação marcam os debates da primeira audiência da BNCCEM


A primeira audiência pública sobre a  parte do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organizada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) aconteceu em Florianópolis (SC), em 11 de maio de 2018.

“O Ensino Médio é ao mesmo tempo consequência das possibilidades e dos problemas acumulados de toda trajetória anterior da Educação Básica, e é por si só é um campo de desafios. Lida com jovens, que são outro tipo de cidadão, muito mais engajado, o que exige uma forma crítica e criativa de lidar com os gravíssimos problemas dessa etapa”, ressaltou César Callegari, presidente do CNE, na abertura da sessão.

Entre os principais  pontos de atenção manifestados nas falas, estão a formação dos professores e os itinerários formativos. Biologia, Educação Física, História e Filosofia foram algumas das áreas que receberam mais contribuições. Surgiram muitas críticas também à reforma do Ensino Médio que, apesar de influenciar a estrutura da BNCCEM, foi estabelecida como um processo totalmente independente da construção do documento.

Callegari anunciou que a partir do dia 16 de maio será possível enviar contribuições sobre a BNCC do Ensino Médio por meio do site do CNE da BNCC: http://cnebncc.mec.gov.br/ 

“Se as escolas não oferecerem um conjunto mínimo de componentes curriculares para cada itinerário formativo, os jovens não terão qualquer oportunidade de usufruir de  um currículo democrático como se pressupõe. Por isso, esperamos atenção especial deste conselho ao processo de implementação para que a proposta de flexibilização curricular não se traduza na prática na desobrigação do estado com a oferta desta etapa do ensino”

Ana Helena Altenfelder – Cenpec

 

“Essa versão (da BNCCEM) avança na promessa de oferecer aos jovens o protagonismo na sua trajetória curricular. Não há país no mundo com bons índices de aprendizagem e de conclusão da Educação Básica que não ofereça aos jovens alguma escolha de percurso. (…) Ao definir direitos nacionais, a Base também aponta a necessidade de dar mais apoio à escola nas situações mais precárias para que elas garantam a aprendizagem de seus estudantes.”

Felipe Michel – Fundação Lemann

 

 

“O jovem quer ter uma base legal de se desenvolver. Mas ele quer seus conhecimentos e habilidades expandidas não so nas áreas que ele é bom, nas ruins também. O jovem quer falar sobre a história da política e sociologia interligadas. Religião, diferenças, desavenças e sexualidade também interligadas. Matemática, economia e evolução capitalista ou literatura, filosofia e artes na era contemporânea. Ele quer se desenvolver da maior e melhor forma, acompanhado por orientadores com habilidades, entre elas socioemocionais, para nos ajudar independente de classe social, rede à qual a escola pertence ou região.”

Tamires Costa, estudante do Conselho do Porvir


Veja abaixo quando acontece as próximas audiências e programe-se para participar:


São Paulo – 8/06

Fortaleza – 5/07

Belém – 10/08

Brasília – 14/09