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27/02/2019

MEC prioriza continuidade da BNCC

No Senado, ministro aponta que a implementação da BNCC em todas as etapas deve seguir estados e municípios 

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, citou a continuidade da BNCC como um dos 7 pontos prioritários da nova gestão e apontou que a implementação deve seguir nos estados e municípios, com o envolvimento de professores e gestores. Vélez falou à Comissão de Educação, Esporte e Cultura do Senado Federal na terça-feira, 26/02.

 “A BNCC um documento de mais de 500 páginas, extenso, fruto de muita discussão e anos de trabalho. Mas palavras impressas no papel não bastam para que o ensino tenha real qualidade (…) Na realidade da sala de aula, a Base precisa ser compreendida e complementada pelas contribuições das redes estaduais e municipais. Desde já, aproveito para convidar todos os gestores e professores a tornarem este documento vivo, o que significa criticá-lo, adaptá-lo e entende-lo no contexto das localidades. Para 2019, está prevista a formação de professores e a revisão dos projetos pedagógicos das escolas conforme os novos currículos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Para o Ensino Médio, está prevista a elaboração dos novos currículos alinhados à Base e aos Referenciais para os Itinerários Formativos.”
O Novo Ensino Médio também foi citado como prioridade pelo ministro, que falou sobre a necessidade de tornar essa etapa da Educação Básica mais atrativa para os jovens, para que estejam melhor preparados para desafios ligados ao empreendedorismo, novas tecnologias e criatividade.

“É necessário torná-lo (o Ensino Médio) atrativo aos jovens, aproximando-os das realidades práticas do trabalho, mas um trabalho que supere lógicas fordistas. Hoje é para o empreendedorismo e a criatividade que temos de formar os jovens. O fortalecimento do quinto eixo formativo do Novo Ensino Médio é estratégico para isso. Uma educação profissional e tecnológica robusta é o que marca as economias mais avançadas atualmente. Precisamos de um EM moderno, em diálogo com as novas tecnologias. A rede federal pode ser indutora de um EM voltado à produção de tecnologia, atendendo às reais demandas do setor produtivo e da sociedade.”