Versão final da Base Nacional Comum no ar

Dúvidas frequentes

Perguntas e respostas. Veja as dúvidas frequentes sobre a Base Nacional Comum.

Quais são os princípios do Movimento pela Base Nacional Comum?

O Movimento defende que a Base Nacional Comum deve:

  1. Ter foco nos conhecimentos, habilidades e valores essenciais que todos tem o Direito de aprender para o seu pleno desenvolvimento e o desenvolvimento da sociedade do século XXI.
  2. Trazer orientações claras e objetivas para os educadores sobre o que é essencial que as crianças e os jovens aprendam em cada etapa da escolarização básica. Essa clareza e objetividade também permitirá que pais, responsáveis e a sociedade em geral compreendam e acompanhem a efetivação desses direitos de aprendizagem. Além de claros e objetivos, os objetos de aprendizagem devem ser exigentes. O Brasil não pode oferecer a suas crianças e jovens oportunidades educacionais mais limitadas do que a oferecida por outros países.
  3. Ser baseada em evidências de pesquisas nacionais e internacionais. A Base Nacional Comum deve ser construída considerando os aprendizados alcançados com a construção de bases curriculares voltadas para o desenvolvimento dos cidadãos do século XXI, no Brasil e no mundo, e sustentados por estudos científicos ou experiências empíricas sistematizadas.
  4. Ser obrigatória para todas as escolas de Educação Básica do Brasil.
  5. Ter a diversidade cultural como parte integrante.
  6. Respeitar a autonomia dos sistemas de ensino para a construção de seus currículos, e das escolas para a construção de seus projetos pedagógicos.
  7. Ser construída em colaboração entre União, Estados e Municípios e submetida a consultas públicas.

O que é o Movimento pela Base Nacional Comum?

Um grupo diverso da sociedade civil, composto por profissionais e instituições ligados à área de Educação que atua pela causa da Base Nacional Comum. Existe desde 2013 produzindo pesquisas e estudos a respeito do assunto e mobilizando outros atores em torno da causa.

Como a Base Nacional Comum afeta os pais e as famílas?

O estabelecimento claro de objetivos de aprendizagem permitirá aos pais um melhor acompanhamento e entendimento em relação à qualidade da educação recebida por seus filhos e, por consequência, maior participação.

Outros países também construíram bases curriculares nacionais?

Sim, ela não é exclusiva do Brasil, ao contrário. Trata-se de uma tendência internacional entre países que se propuseram a reformar a Educação, sempre em busca de mais qualidade com equidade. Entre eles: Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul, Cuba, Chile, Portugal, Coreia do Sul. Foram usados diferentes estilos e métodos de desenvolvimento, muitos com claros ensinamentos que podem ser úteis ao Brasil, tais como: a forma como a sociedade e seus diversos setores foram envolvidos; a definição dos atores que lideraram e daqueles que integraram o processo de construção dos documentos; as metas e prazos estabelecidos; a forma como a implementação é realizada, monitorada, acompanhada e ajustada.

Quais serão os benefícios da Base Nacional Comum para os professores?

Ao alinhar, de forma clara e concisa o que os alunos precisam aprender em cada ano escolar, a Base Nacional Comum facilitará o trabalho dos professores de diversas maneiras. O planejamento das aulas fica mais claro e objetivo; os alunos vindos de outras escolas ou redes não chegarão com aprendizados diferentes; a troca de experiências de sucesso e o compartilhamento de dificuldades são potencializados.

A Base tira a autonomia do professor?

Não. A Base especifica O QUE ensinar, e não COMO.

Como ficam os estados e os municípios que desenvolveram currículos próprios?

Os estados e municípios que possuem currículo deverão se adequar à Base Nacional Comum, e não necessariamente começar tudo do zero.

A Base Nacional Comum é a solução para todos os problemas educacionais do Brasil?

Não, a Base não é a única solução. Mas ela é prioritária porque a partir dela é possível identificar e colocar em prática diversas soluções para uma melhora sistêmica da Educação. Ao deixar claro o que cada aluno precisa aprender em cada ano escolar, a Base Nacional Comum estipula os critérios do que é uma Educação de qualidade. A partir daí, pode acontecer um alinhamento de todo o sistema educacional, como se ela fosse uma espinha dorsal. A formação e a capacitação dos professores, a troca de experiências bem sucedidas entre docentes, escolas e redes, a produção de materiais didáticos, a elaboração de avaliações padronizadas que medem os avanços educacionais (como a Prova Brasil), tudo isso passa a ser pensado, planejado e praticado a partir desse conjunto de conhecimentos e habilidades essenciais.

Por que ter uma Base Nacional Comum é melhor do que ter currículos desarticulados entre si?

Porque assim é possível promover uma educação de qualidade com equidade. Se a Base Nacional Comum for construída com critérios claros e com o objetivo de formar estudantes com conhecimentos e habilidades consideradas essenciais para que se desenvolvam na sociedade do século XXI, então ela poderá: 1. impulsionar a qualidade da educação pública para todos e garantir que cada aluno saia da escola apto a concretizar seu projeto de vida (na faculdade, no trabalho etc) e 2. formar os cidadãos que irão promover também o desenvolvimento da sociedade.

Como ficam as particularidades regionais?

Cada estado, município e até as escolas poderão enriquecer em suas propostas curriculares e pedagógicas o que acharem adequado, de acordo com suas realidades regionais. Mas nunca deixando de garantir o que está na Base Nacional Comum. A figura abaixo ilustra como a Base Nacional Comum irá compor os currículos locais:

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Figura 1: Ilustração da Base Nacional Comum no âmbito dos currículos das redes e das escolas.