A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) determina os conhecimentos e habilidades essenciais que todos os alunos brasileiros têm o direito de aprender, em cada ano da Educação Básica. Ela é obrigatória e vai nortear os currículos das escolas, redes públicas e privadas de ensino de todo o Brasil. 

Promover a equidade e a melhora da qualidade do ensino no país.

No artigo 201 da Constituição Federal, no Artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Artigo 49 das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e nas Metas 2, 3 e 7 do Plano Nacional da Educação aprovado em 2014.

Não. O que existe são diretrizes genéricas que servem como referência para que estados e municípios criem seus próprios currículos. Esses currículos locais acabam sendo usados de forma isolada, não conversam uns com os outros. Essa fragmentação impede um esforço conjunto, em patamar nacional, para que todos os alunos, de todas as regiões, aprendam o que, como Nação, decidimos que ele tem o direito de aprender. A BNCC tem esse papel:  assegurar que conhecimentos e habilidade essenciais a todos os alunos estejam presentes nos currículos de cada rede.

Tantos as Diretrizes  nacionais da Educação Básica (DCN), quanto os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) serviram como referência para a redação da BNCC. Mas ambos os documentos são muito genéricos, enquanto a BNCC é mais específica e clara sobre o que os alunos devem aprender, e coloca esses objetivos de aprendizagem ano a ano. Além disso, diferente dos primeiros, a BNCC é obrigatória.

Porque assim é possível promover uma educação de qualidade com equidade. A BNCC foi  construída com o objetivo de formar estudantes com conhecimentos e habilidades consideradas essenciais para que se desenvolvam na sociedade do século 21. Esse núcleo de conhecimentos e habilidades essenciais deve chegar a todos os alunos, já que a BNCC será ponto comum entre todos os currículos locais. Assim, todos terão as mesmas oportunidades de aprender o que têm direito.

  1. A BNCC não é currículo. Ela será um núcleo comum de todos os currículos do Brasil, mas cada estado, município e as escolas poderão enriquecer em suas propostas curriculares e pedagógicas o que acharem adequado, de acordo com suas realidades regionais.

 

 

 

As revisões curriculares são a primeira etapa do caminho que a BNCC irá percorrer até chegar nas salas de aula. Os estados e municípios que possuem currículo deverão se adequar à BNCC, o que não significa necessariamente começar tudo do zero. As adequações podem e devem respeitar, por exemplo, as diversidades regionais e necessidades específicas locais.

Ao definir, de forma clara, o que os alunos precisam aprender em cada ano escolar, a BNCC pode ajudar de diversas formas: o  planejamento das aulas fica mais claro e objetivo; os alunos vindos de outras escolas ou redes não chegarão com aprendizados diferentes; a troca de experiências de sucesso e o compartilhamento de dificuldades são potencializados.

Não. A Base especifica O QUE ensinar, e não COMO. Ela mostrá o norte, onde se quer chegar com os alunos. A maneira como se chegar lá será dada pelos currículos, PPPs, planos de aula e práticas pedagógicas dos professores em sala de aula.