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Região Centro-oeste

Brasília, DF

14 de setembro de 2018

Auditório Anísio Teixeira do Conselho Nacional de Educação

Av. L2 Sul, Quadra 607, Lote 50, Brasília/DF.

Última audiência pública sobre a parte do Ensino Médio acontece em Brasília

A última Audiência Pública sobre a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio aconteceu na região Centro-Oeste, em Brasília (DF). Vários manisfestantes se pronunciaram sobre diversos pontos a respeito da reforma do Ensino Médio. Assim como ocorreu nas audiências passadas, entidades e organizações se manifestaram na parte da manhã e falas do público geral aconteceram em seguida. Alguns protestos chegaram a ocorrer no auditório, mas a audiência prosseguiu.

Alguns pontos como o funcionamento dos itinerários, o fato de apenas Língua Portuguesa e Matemática estarem estruturados como disciplinas e a preocupação com a acentuação da desigualdade se repetiram em diversas falas. No final, os conselheiros do CNE se pronunciaram e o encerramento da sessão ficou por conta do presidente Eduardo Deschamps: “Se a Base precisa de mudanças ou não, esse é um tema que essa casa (CNE) vai debater com serenidade e com tranquilidade”, ressaltou.

Confira trechos de algumas das participações:

“Estamos vivendo um momento em que não deveríamos acirrar as diferenças quando temos um horizonte de convergência, esse horizonte se chama direito à educação, direito de aprender, direito do conhecimento. Essa dimensão, hoje, em pensar o país com a diversidade e com o respeito de ouvir o diferente, me faz lamentar a interdição do debate. O que está ocorrendo aqui é o debate, com as cores fortes de cada um, me deixe sonhar, mas eu acho que estamos no mesmo barco.” Chico Soares, relator do CNE

 

 

“Na condição de educador e pesquisador, elaborar uma Base Nacional Comum Curricular não é uma tarefa fácil. Enquanto Undime, desde o primeiro momento, abraçamos a necessidade de ter uma base comum curricular para a Educação Básica no nosso país. Entendíamos que era importante porque o Brasil é diverso e plural, mas é sobretudo desigual. (…) Pensar em um país desse tamanho, com essa dimensão, e não pensar alguns conhecimentos e aprendizagens que são ncessários e imprescindíveis para o desenvolvimento de todo e qualquer brasileiro não é pensar de uma forma orgânica. (…) Não podemos deixar de ver o que a existência de uma base traz como possibilidade de melhoria, de talvez preparar o terreno para consolidar um novo sistema educacional.”Aléssio Costa, membro do CNE e presidente da Undime

O envio de contribuições sobre o documento pela plataforma do CNE se encerra hoje (14/09) às 23h59. Durante as próximas duas semanas, o CNE sistematizará todas as contribuições recebidas e avaliará os principais pontos. Em seguida, os conselheiros darão seu parecer sobre o documento em discussão.